mafaldasuggia

Era uma vez uma menina que era o que pensava, e ela pensava ser tanta coisa…

Categoria: Música

Gorecki, Sorrowful Songs

 

Esta é uma ária da 3ª sinfonia de Gorecki, compositor contemporâneo, do século XX, também conhecida como Sorrowful Songs.

Esta obra retrata o massacre da 2ª Guerra Mundial e o consecutivo holocausto, as perdas das mães, as perdas dos filhos, a tristeza monumental de ambos e o seu amor perdido entre câmaras de gás.

Gravado num campo de concentração, este clip é cantado por Cecilia Bartoli, uma das maiores referências na arte do canto do século XXI.

Ópera Norma

Ópera Norma

Compositor: Vincenzo Bellini

Libretista: Felice Romani

Aspectos históricos

Esta ópera romântica ou tragédia lírica ascendeu a um dos mais altos patamares que a tradição do “bel canto” jamais alcançou, assim como se revela um dos repertórios mais difíceis para soprano, devido à dificuldade técnica que esta ópera oferece. Durante o século XX, poucas foram as cantoras capazes de desempenhar o papel de Norma com sucesso, tendo sido uma delas Maria Callas, que o representou inúmeras vezes.

Esta obra caracteriza-se por raramente encontrar um ponto de descanso, transmitindo tensão constante. Para o conseguir, Bellini utiliza o coro como reforço dos momentos de súplica, funcionando como um eco da voz das personagens. É utilizado o recitativo acompanhado e partes orquestrais intensas e agressivas, que revelam a efusão emocional cantada por Norma e sentida pelas outras personagens.

Curiosidades

A estreia desta ópera deu-se no Scalla de Milão em Dezembro de 1831. Contudo, esta estreia revelou-se uma decepção para Bellini, visto que este esperava que ela fosse recebida com um entusiasmo igual ao das óperas que anteriormente foram representadas e cantadas naquele mesmo teatro.

Felizmente, nos espectáculos que se seguiram, o interesse do público foi crescendo, e acabou por transformar num triunfo a ópera “Norma”, que inicialmente parecera um fracasso sem qualquer destino.

O papel de Norma e a ópera “Norma”, no seu global, é considerada mais difícil do que certas obras de Wagner, e dez vezes mais complexa que a ópera “Fidelio”.

Libretto e personagens

Norma (soprano, a Sacerdotisa), Adalgisa (contralto, a virgem do templo), Pollione (tenor, governador romano), Oroveso (baixo, grande-sacerdote e chefe dos druidas), Clotilde (meso soprano, amiga de Norma) e Flavio (tenor, centurião romano e companheiro de Pollione). 

A acção da ópera “Norma” passa-se na Gáulia durante a ocupação romana. Como tal, cerca de 50 anos antes de Cristo, o libreto conta a história dos Druidas que esperam a chegada de Norma, a Sacerdotisa, que deseja a liberdade de Roma e implora à sua deusa para que traga paz aos Romanos. Norma mantém uma ligação secreta com Pollione, um romano. Esta obra retrata o conflituoso e sofrido amor constante, realçando, portanto, os sentimentos e emoções das personagens. Esta é uma das características da ópera no Romantismo, pois Pollione ama agora outra mulher. Face à decisão de Norma, os Druidas matarão os ocupantes, começando por Pollione. Norma aceita este trágico destino, mas, quando fica só, declara o seu amor pelo romano e reza para que Pollione possa um dia voltar para junto dela.  

And now, ladies and gentlemen, Mr. John Williams!

John Williams em…Tintin!

John Williams em…Harry Potter!

John williams em…Star Wars!

John Williams em…Super Man!

John Williams em…Hook!

John Williams em…Schindler’s List!

E ainda…John Williams em…E.T.!

Este compositor, nascido em 1932, pode ser considerado um dos poucos compositores do século XXI que escreve segundo o neoromantismo, inspirado, de certa forma, em Wagner ou Mahler e nas suas melodias doces e intimistas.

Este compositor é um constante parceiro do realizador Steven Spielberg. Na imagem que se segue, apresenta-se a dirigir uma orquestra para gravações da soundtrack de “Harry Potter”.

Arte pela Arte

Música de Erik Satie

Pintura de Leonora Carrington

A pintura de Leonora e a música de Satie fundem-se num Universo romântico, caótico e nostalgicamente surrealista que leva o amante de arte a perguntar-se como podem duas almas de épocas tão distintas se aproximarem tanto uma da outra através da arte. Leonora nasceu em 1917, no norte de Inglaterra, rodeada de natureza e contos de fadas a assombrar as suas memórias de criança.

Erik Satie, o compositor da pequena peça, nasce em 1866, em pleno romantismo e é conhecido em toda a França como um pianista e compositor de vanguarda, à semelhança de Chopin.

O moscardo mais famoso do MUNDO

Esta obra chama-se “O Voo do Moscardo”. É uma peça de caráter virtuosístico, cujo objectivo mais relevante é impressionar o público. este desejo de captação da audiência surgiu no Romantismo, época da História em que a música e a Arte em geral alcançavam um papel de destaque, principalmente na classe burguesa. Esta pretendia ascender ao mesmo estatuto da nobreza.

 Trago-vos a versão mais rápida gravada que se conhece, para piano, do famoso “Voo do Moscardo”.

OLD JERUSALEM

  Há dois dias fui há fnac!!

E quem é que estava na fnac?

Muitas pessoas a ver os muitos livros nas muitas prateleiras muito altas onde poucos conseguem chegar.

E no palco, embora baixinho, mas não deixa de ser um palco, estava um rapaz com a sua guitarra eléctrica introspectiva.

Uma das suas canções é inspirada na primeira tradução da Bíblia feita por um monge. Só por isso vale a pena ouvi-lo…

E só para deixar aqui um pinguinho de inveja àquelas pessoas maravilhosas que gostam de homens com cabelo looongo, ele é um deles!

Se tiverem oportunidade, dediquem a vossa atenção à sua música.

Um abracinho ao Francisco Silva.