mafaldasuggia

Era uma vez uma menina que era o que pensava, e ela pensava ser tanta coisa…

Categoria: “LIBERTÉ”

À imagem do Anjo

À imagem do Anjo

 

És impossivelmente belo

delicadamente belo

imperturbavelmente belo

esgotantemente belo

repetidamente belo.

 

És-me o romantismo

que me aromantiza a alma

és-me um todo romântico

que eu amava amar,

não fosse essa tua falta de amor por mim

que se enfeita num belo cabelo loiro

belos olhos azuis

belo corpo,

delicadamente belo

imperturbavelmente belo

esgotantemente belo

repetidamente belo

tão inutilmente belo.  

 

Anúncios

Pequena Brincadeira

Apeteceu-me, assim em cinco repentinos minutos, fazer este estranho postal de Natal no Adobe Illustrator e Photoshop para o meu pai que também fez um para mim !

Trata-se apenas de…uma pequena brincadeira para descontrair nestas férias que começarão…amanhã 🙂

EDGAR ALLAN POE

“A morte rubra devastava o país. Nenhuma pestilência tinha sido antes tão fatal, ou tão horrível. Sangue era o seu avatar e seu símbolo – a vermelhidão e o horror do sangue. Sobrevinham dores agudas, e uma súbita vertigem, e então um sangramento pelos poros, até a decomposição.” (“The “Red Death” had long devastated the country. No pestilence had ever been so fatal, or so hideous. Blood was its Avatar and its seal – the redness and the horror of blood. There were sharp pains, and sudden dizziness, and then profuse bleeding at the pores, with dissolution.”)

Algumas das capas de livros de maior sucesso:

 

 

Factos reais e estranhos na obra de Edgar Allan Poe:

Numa determinada parte de A Narrativa de A.Gordon Pym, dá-se a desgraça num navio baleeiro e os homens tripulantes são obrigados a sortear quem haveria de ser comido para que os outros sobrevivessem. O infeliz acabou por ser Richard Parker.

Quarenta e seis anos depois, deu-se um desastre real no mar, onde os tripulantes também se viram obrigados a escolher à sorte qual dos tripulantes haveria de ser comido. O escolhido chamava-se…Richard Parker! 

 Edgar Allan Poe – NEVERMORE

Edgar Allan Poe- THE RAVEN – NEVERMORE

estás a olhar para onde??

……………….amor……………….

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa

UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR

Era uma vez uma menina que era o que pensava. E ela pensava ser tanta coisa que nunca pôde mostrar ao mundo quem realmente era, pois a censura, naquele tempo, era mais pesada que o peso da menina multiplicado muitas e muitas vezes.

Então, a menina decidiu inventar uma máquina do tempo e viajou até ao futuro.

A menina quis assistir ao teatro, mas em vez disso só encontrava bilheteiras que vendiam bilhetes para o cinema. Ainda por cima o cinema já não era a preto e branco. A menina ficou triste.

Então, resolveu recuar no tempo com a sua maravilhosa máquina do tempo.

Tanto recuou que foi ter àquele tempo onde as mulheres usavam corpetes finos e apertados. Os homens montavam nos seus cavalos brancos e o povo assassinava tudo para se alimentar nefastamente.

À menina, ao ser confundida com um pequeno comerciante, foi-lhe roubado o cestinho com o pão de fim de tarde que a sua mãe lhe fizera.

Então, a menina decidiu regular a sua máquina para um futuro ainda mais longínquo do que o anterior.

E, nesse instante, estava ela dentro de uma nave, a viajar no que lhe pareceu ser um céu muito azul e estrelado. A menina arrepiou-se porque estava sozinha no meio do nada. E quis voltar para casa.

Por fim, feliz, voltou ao seu mundinho de censura, onde, por ser o que pensava, e por pensar tanta coisa, nunca pôde mostrar quem era.